A obesidade é hoje reconhecida como um fator de risco relevante para o câncer de mama. Em 2025, o San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) reforçou que o excesso de peso não impacta apenas o risco de desenvolver a doença, mas também pode influenciar prognóstico e recorrência, especialmente em mulheres após a menopausa.
O que já é consenso
O risco associado à obesidade vai além do número da balança. O tecido adiposo atua como um órgão endócrino e inflamatório, capaz de interferir diretamente na biologia da mama. Em mulheres pós-menopausa, o excesso de gordura corporal está claramente associado a maior risco de câncer de mama, sobretudo dos subtipos hormônio-dependentes.
Por que a obesidade aumenta o risco?
Os principais mecanismos envolvidos incluem:
- aumento da produção periférica de estrogênio;
- resistência à insulina e hiperinsulinemia;
- inflamação crônica de baixo grau;
- alterações no microambiente tumoral, favorecendo a progressão da doença.
Esses fatores ajudam a explicar o impacto da obesidade tanto na incidência quanto na evolução do câncer de mama.
O que foi reforçado em San Antonio 2025
As discussões recentes destacaram três mensagens centrais:
- a obesidade pode estar associada a piores desfechos clínicos;
- manter ou reduzir o peso após o diagnóstico pode trazer benefícios metabólicos e inflamatórios relevantes;
- obesidade, sedentarismo e consumo de álcool atuam de forma conjunta, potencializando riscos.
Antes da menopausa
Na pré-menopausa, a relação entre obesidade e câncer de mama é mais complexa, mas o excesso de peso não é neutro, sobretudo quando associado a inflamação e síndrome metabólica.
A mensagem prática
- obesidade não é uma questão estética, mas biológica;
- perdas modestas de peso já geram benefícios à saúde;
- atividade física e alimentação equilibrada fazem parte do cuidado da saúde da mama;
- após o diagnóstico, o manejo do peso deve ser individualizado e sem julgamento.
Quando falamos de obesidade e câncer de mama, a mensagem é clara:
o peso importa.
Tratar a obesidade como um fator de risco modificável é uma estratégia concreta de prevenção e cuidado contínuo com a saúde da mulher.
Dr. Rodrigo Campos Christo
Mastologista/Cirurgião Oncológico/Oncoplastia Mamária
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